Economia Asiática Tem Boas Perspectivas Para Os Próximos Anos

A economia Asiática deverá ser ainda melhor nos próximos dois anos, graças ao
crescimento impulsionado pela forte demanda doméstica trazendo
oportunidades para o comércio bilateral.

Por. Gilang Adi Nugroho - Director of Indonesia Trade Promotion Center Sao Paulo - Ministry of Trade Republic of Indonesia

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Aeconomia asiática permanece em boas condições e deverá ser ainda melhor nos próximos dois anos, graças ao crescimento impulsionado pela forte demanda doméstica, à recuperação gradual da economia global, bem como à melhoria nos preços das commodities. O papel da China, da Índia e da Indonésia se tornará mais importante para moldar e impulsionar as economias asiáticas
no futuro. Além disso, a pobreza diminui de forma constante devido ao crescimento econômico sustentado e ao aumento da renda do trabalho.


Na sequência da tendência do proteccionismo ecoada por alguns países da Europa e nos EUA, haverá uma mudança no padrão de comércio para economias asiáticas, buscando um comércio e cooperação reforçados com parceiros não tradicionais.  Na minha opinião, esta é também uma benção disfarçada para que as economias asiáticas promovam sua integração econômica regional, como
a Comunidade Econômica da ASEAN (AEC), a Parceria Econômica Regional Abrangente (RCEP) e a Estrada One Belt One (OBOR).
Há muitas boas histórias sobre a Indonésia hoje em dia, e deixe me começar com o crescimento econômico da Indonésia que
aumentou pela primeira vez em cinco anos, aumentando para 5,0% em 2016, de uma revisão de 4,9% em 2015, apesar da maior incerteza política global. Em 2017, o crescimento do PIB real aumentará para 5,2% e atingirá 5,3% em 2018.

Prevê-se que o crescimento do consumo doméstico ganhe com Rupia estável, salários reais mais elevados e menor desemprego. O crescimento do investimento privado está pronto para aumentar à medida que os preços das commodities se recuperam e os
efeitos da 􀃸 exibilização monetária em 2016 e as reformas econômicas recentes ganham força. Os preços mais elevados das commodities também aliviarão as restrições 􀃶 scais e levantarão os gastos do governo, enquanto o crescimento global mais
forte suportará as exportações. Todos nós esperamos uma Rupia estável, baixa in􀃸 ação, desemprego decrescente e salários reais que elevem a con􀃶 ança do consumidor e o consumo privado nos próximos dois anos. Também temos a sorte de que a administração atual esteja trabalhando arduamente na construção de infra-estrutura, que faltou na Indonésia para impulsionar um crescimento econômico ainda mais forte. Para adicionar, estamos a melhorar seriamente a nossa condição 􀃶 scal, pois testemunhamos que o
nosso programa de anistia tributária começa a dar frutos. Do ponto de vista do comércio, a Indonésia quer expandir o globalmente
e manter o seu crescimento sustentado através do reforço da cooperação com os parceiros não tradicionais da Indonésia, com as
nossas prioridades, especi􀃶 camente a África, Médio Oriente e América do Sul, especialmente o Brasil como a principal Nação na região. 

Sr.Gilang considera que as melhores oportunidades de negócios para o Brasil na Indonésia é devido aos dois países serem as principais economias em suas respectivas regiões, nomeadamente o Sudeste Asiático e a América do Sul. Do ponto de vista estratégico, a Indonésia e o Brasil podem estabelecer uma relação comercial mais estreita, não só entre os países, mas também entre regiões. Dada a estatura do per􀃶 l industrial de ambos os países, acredito que ambos os países podem se completar na cadeia de valor global de suas respectivas indústrias.

Setores que mais se destacam:
Para Gilang a agricultura, o automóvel, o aço, a energia e os produtos eletrônicos são o setor de destaque para ambos os países
serem seriamente fortalecidos. Veri􀃶 camos que ambos os países fazem comércio em grande escala para esses produtos; Variam de óleo de palma, soja, borracha, cana, açúcar, peças automotivas, carvão e circuitos eletrônicos. Dito isto, há muito espaço para o desenvolvimento, investindo mais recursos na área de Pesquisa e Desenvolvimento para esses produtos, por exemplo, para desenvolver derivados de óleo de palma para energia biodiesel, como sabemos que a Indonésia é o maior produtor de óleo de palma e o Brasil É um dos principais países para o desenvolvimento de energia de biodiesel. Para acrescentar, acho que o setor de alimentos e
bebidas também está mostrando uma tendência crescente que eu acredito que será potencial para ambos os países nos próximos dois anos.

Quais são os grandes desa􀃶 os?
Conduzir os dois países e até mesmo regiões para uma parceria mais próxima sempre foi um desa􀃶 o, devido a longa distância que os separam. No entanto, com uma crescente e melhorada logística de serviços, eu acredito que este não é mais o principal obstáculo a este respeito. Na verdade, acho que a parte mais difícil dos desa􀃶 os está na regulamentação comercial aplicada. A Indonésia,
devido à sua participação ativa em várias negociações comerciais bilaterais e regionais, está cada vez mais aberta para o comércio
internacional, enquanto no Brasil o regime comercial é mais fechado e rígido. Vimos muitos regulamentos e vários impostos aplicados,
di􀃶 cultando as atividades comerciais entre dois países, o que, no 􀃶 nal, resultou em preços mais altos para os consumidores. Espero que o governo seja sério em comprometer-se com um regime comercial mais aberto no Brasil e, no futuro, haverá uma cooperação econômica bilateral mais próxima entre a Indonésia e o Brasil.

Fonte : Revista BrasilComex Economia



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